Medalha Militar: Cruz de São Jorge

A MEDALHA DA CRUZ DE SÃO JORGE, criada a 22 de dezembro de 2000, destina-se a galardoar os militares e civis, nacionais ou estrangeiros, que, no âmbito técnico-profissional, revelem elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para a eficiência, prestígio e cumprimento da missão do Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

O seguinte critério de atribuição aplica-se à concessão da medalha:

1.ª CLASSE: oficial general e capitão-de-mar-e-guerra ou coronel
2.ª CLASSE: capitão-de-fragata ou tenente-coronel e capitão-tenente ou major
3.ª CLASSE: outros oficiais e sargento-mor
4.ª CLASSE: outros sargentos e praças

DESENHO
1.ª CLASSE: FITA DE SUSPENSÃO: de seda ondeada azul, com largura de 0,03 m, cortada por uma faixa longitudinal vermelha com 0,01 m de largura e com o comprimento necessário para que seja de 0,09 m a distância do topo superior da fita ao bordo inferior da condecoração, por forma a obter o alinhamento inferior das diferentes insígnias; ao centro, um leão marinho alado, empunhando uma espada, circundado por uma corrente circular de 14 elos, 7 vistos de perfil e 7 de topo, tudo em ouro, e com o diâmetro igual a 0,012 m;
PASSADEIRA: de ouro;
PENDENTE
ANVERSO: com uma cruz de São Jorge de vermelho, orlada a ouro, e, sobreposto um leão marinho alado, empunhando uma espada e circundado por uma corrente circular de 14 elos, 7 vistos de perfil e 7 de topo, tudo em ouro;
REVERSO: liso;
2.ª CLASSE: idênticas à insígnia de 1.ª classe, com as seguintes diferenças:
FITA DE SUSPENSÃO carregada com a mesma peça, mas com 0,01 m de diâmetro
3.ª CLASSE: idênticas à insígnia de 1.ª classe, com as seguintes diferenças:
FITA DE SUSPENSÃO carregada de um leão marinho alado, empunhando uma espada, tudo em ouro, mas sem a corrente circular de elos.
4.ª CLASSE: idênticas à insígnia de 1.ª classe, com as seguintes diferenças:
sem nenhuma peça a carregar a FITA DE SUSPENSÃO.

FITAS SIMPLES OU BARRETAS

OBSERVAÇÕES
Foi a penúltima das cinco medalhas privativas a ser criadas, para premiar serviços em prol do Estado Maior General das Forças Armadas. Veio após as 3 medalhas privativas dos ramos, criadas em 1985, e antes da medalha privativa do Ministério da Defesa Nacional, criada 2 anos depois, em 2002.

FONTES
– Decreto-Lei n.º 316/2002 de 27 de Dezembro – Regulamento da Medalha Militar e das Medalhas Comemorativas das Forças Armadas.
– Wikimedia Commons

Sobre Jorge Quinta-Nova 71 artigos
Rato de biblioteca. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas na UAL, pesquisa desde 2007 o Exército Português nos finais do Antigo Regime, durante as Guerras Revolucionárias, principalmente Carlos Frederico Lecor, de quem anda reconhecidamente Em Busca. É um reputado amante da Medalha Militar, entre a fundação em 1863 e 1911.

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